sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Nova pesquisa relacionada ao Escurecimento


    Um dos fatores que apontam o fenômeno escurecimento global é a sua relação com a variação da taxa de evaporação. 
     Considerando como ocorre a evaporação diária foi elaborado um projeto para investigar essa variação da taxa de evaporação.  
     Em co-autoria com o professor Michel N. Muza realizamos um estudo preliminar, no qual, utilizando dados da Estação Convencional do Instituto Federal de Santa Catarina do período de 2004 aos dias atuais, foram feitas análises da evaporação do Tanque Classe A para para entender os efeitos do Escurecimento.
   Em comparação com outras variáveis (como vento, insolação, precipitação) os resultados encontrados na relação entre estes ainda são insuficientes para indicar com precisão a influência do fenômeno estudado.
   Nosso artigo - Variabilidade da taxa de evaporação relacionada ao escurecimento global - foi apresentado no XVII CBMet, em Gramado e sua versão em pdf pode ser encontrada aqui por quem se interesse em lê-lo.
  Realizada esta nova etapa, pretendemos continuar nossa caminhada para conhecer bem o fenômeno com novos estudos sobre este.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ciclo Solar

Uma das contra-teorias do Escurecimento global (ou clareamento global, dependendo do ponto de vista) defende que a menor incidência da radiação solar deve-se a variação da atividade solar.

O Sol apresenta variações de maior e menor intensidade em sua atividade. Seus ciclos duram, normalmente, cerca de 11 anos. O momento em que as atividades solares atingem seu pico é conhecido como máxima solar. Depois essas atividades decrescem e o Sol passa por um período de calmaria. No século 17 uma grande calmaria, que durou 70 anos, resultou em uma “mini era do gelo” (REBOUÇAS, 2009).

Estudar a superfície solar é uma forma de poder controlar o seu ciclo. Satélites e observatórios coletam constantemente dados a partir do Sol. As manchas solares, causadas por intensa atividade magnética, por meio de sua frequência e quantidade, agem como indicadores de período máximo ou mínimo solar. Essas manchas representam poderosas tempestades solares que, na direção da Terra, poderiam bombardear seu campo magnético, interrompendo redes de energia ou até expulsando satélites em órbita ao redor do planeta.

Atualmente, o Sol está caminhando para o máximo solar em 2013, porém, nos últimos anos, um longo período de atividade moderada intriga os especialistas, que procuram desenvolver melhores modelos de previsão do ciclo solar. Resultados dos últimos estudos sobre manchas solares mostram que no próximo ciclo a atividade pode ser reduzida significativamente (ROMANZOTI, 2011).

Martin Wild, em Zurique, comandou um grupo de investigação pelo Programa de Medidas da Radiação Atmosférica do Instituto Federal de Tecnologia Suíço, que revelou mediante diversos dados e imagens de satélites que, na última década, a luminosidade do planeta aumentou em 4% (ZANATTA, 2006), ou seja, que a refletividade da Terra, seu albedo (razão entre a radiação refletida pela recebida), está aumentando.

O balanço de radiação global terrestre, onde, segundo a professora Alice Marlene Grimm(2011) de toda radiação solar  recebida, 30% é refletida, 64% emitida pela atmosfera para o espaço em ondas longas, e 6% emitida também em ondas longas, transparentes à atmosfera, direto para o espaço, pode estar se alterando. Para manter o equilíbrio entre a radiação solar incidente e a retornada para o espaço, se há um aumento da radiação refletida, haverá também, uma diminuição da radiação emitida pela Terra.

Portanto, com os estudos de Wild, ainda que o Sol estivesse em um período de menor atividade, é possivel afirmar, que a diminuição da radiação que chega na superfície terrestre resulta de outro fenômeno, e não do ciclo solar. O que pode ser explicado, de acordo com Water Guido Lazzarini (2011), pelo aumento de partículas contaminantes na atmosfera, que formam nuvens mais brancas, que funcionam como grandes espelhos, refletindo a luz de volta ao espaço.


Referências
 
GRIMM, Alice Marlene. Balanço global de calor.  Meteorologia básica - Notas de aula. Disponível em:
< http://fisica.ufpr.br/grimm/aposmeteo/>  Acesso em: 17/12/11

LAZZARINI, Walter Guido.  ¿Que es el oscurecimiento global?  Lareserva.  6 de maio de 2011.  Disponível em:
<http://www.lareserva.com/home/oscurecimiento_global> Acesso em: 16 de agosto de 2011

REBOUÇAS, Fernando.  Monções africanas.  Infoescola.  16/03/2010.  Disponível em: <http://www.infoescola.com/clima/moncao-africana/>  Acesso em: 13/10/2011

ROMANZOTI, Natasha.  Como funciona o ciclo solar?  hype science.  16 de junho de 2011.  Disponível em < http://hypescience.com/como-funciona-o-ciclo-solar/>  Acesso em: 11 de novembro de 2011

ZANATTA, Piero.  Oscurecimiento global. Natural.  30 de maio de 2006.  Disponível em: <http://www.revistanatural.com/articulo.asp?id=676>  Acesso em: 15 de agosto de 2011

domingo, 1 de janeiro de 2012

Diminuição das trilhas de condensação após o 11 de setembro


   As trilhas de condensação são formadas pelo vapor de água. O nível em que a aeronave está voando, a tropopausa, se encontra com temperatura de -50° C a - 60°C. As aeronaves com uma temperatura de 300° C provocam o processo de sublimação (SCHIMIDT, 1994).
 O dia posterior aos atentados de 11 de setembro de 2001 mostrava um tempo muito bom, de céu aberto e sem nuvens. O pesquisador David Traves, um climatologista da Universidade de Winsonsin-Whitewater, há tempos questionava se os rastros de trilhas de condensação das aeronaves teriam alguma influência no clima, mas era impossível ter uma precisão exata com o trafego aéreo constante. Como consequência dos atentados todos os aviões dos Estados Unidos permaneceram em solo por 3 dias. O cientista, então, teve sua primeira oportunidade de constatar se de fato as trilhas influenciavam de alguma forma na variação de temperatura. David se surpreendeu com os resultados: em apenas três dias a temperatura média aumentou 1,8° C (Mundo nas sombras, 2006)
Um estudo conduzido pelo meteorologista da Universidade Texas A&M de College Station defende que as variações de temperatura em setembro de 2001 podem ser explicadas pelo tempo claro e seco nos dias cruciais, e que os resultados de uma modelagem climática não sustentam o argumento dos efeitos dos rastros defendido pelo grupo de Travis.
Travis, no entanto, enfatiza que nunca assumiu a premissa de que a ausência da trilha dos aviões tenha sido a única causa das largas variações de temperatura, e sim que foi a combinação da falta de aviões com as condições climáticas naturais (BARNETT, 2009).


BARNETT, Anna.  Traduzido por Amy Traduções.  Estudo questiona se rastros de aviões podem afetar o clima.  Terra.  19 de janeiro de 2009.  Disponível em: <http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3457816-EI238,00.html>  Acesso em: 10 de novembro de 2011

MUNDO NAS SOMBRAS (Global Dimming). BBC production manager:Yolanda Aires. Editor Mike Curd. 2006 (45 min) Documentário.

SCHIMIDT, Roberto. Você e a Meteorologia: acertos, erros e dicas. 1.ed Porto Alegre: Sagra Luzatto, 1994

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Experimento nas Ilhas Maldivas


Ilhas maldivas são milhares de pequenas ilhas do oceano Índico onde o climatologista Vereradran Ramanathan, começou a pesquisar o que estaria provocando o escurecimento global. Ramanatham notou um declínio na luz solar em algumas áreas no Oceano pacífico por volta dos anos 90. O cientista não sabia, naquele tempo, que se tratava de algo anormal em nível mundial, sua tarefa era descobrir o que estava acontecendo, mas de uma coisa estava certo: a diminuição dos raios solares que chegavam à superfície estava relacionada com as mudanças atmosféricas. Só havia uma condição evidente, a queima de combustíveis fósseis gera poluição que causa os gases invisíveis e visíveis.
Hamanathan pensou então que poderia ser essa poluição que estaria causando o escurecimento global. As ilhas maldivas eram um bom lugar para o pesquisador, pois pareciam estar livres da poluição, mas uma parte do ano uma parte a norte fica poluída devido a uma corrente de ar vinda da Índia, porém algumas ilhas do sul estavam limpas, por receberem correntes de ar da Antártica.
Comparando as do sul com as do norte, verificou que as do norte estavam refletindo 10% a mais do que as do sul que recebiam as correntes de ar limpo.
O projeto Indonex, monitorou por quatro anos as ilhas com todas as técnicas possíveis para catalogar e monitorar a atmosfera sobre as ilhas Maldivas, o resultado foi que a camada de poluentes tinha 3km de espessura, refletindo assim cerca de  10% dos raios solares dos oceanos.
Baseado no documentário exibido pela BBC "Mundo nas sombras"

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Cinzas vulcânicas

http://www.radiowebcp.com.br/index.php?pagina=posts&id=2961&tipo=Not%EDcias

          No mês passado as cinzas do vulcão chileno Puyehue chegaram ao Brasil causando certos transtornos. Além do cancelamento de vôos, as cinzas também foram percebidas em algumas cidades de Santa Catarina, onde carros amanheceram cobertos por uma poeira branca.


         Esta semana as cinzas de Puyehue voltaram a trazer problemas ao sul da Argentina. Cerca de 2 mil pessoas já abandonaram cidade de Villa La Angostura devido às cinzas.

 
         As cinzas vulcânicas também podem estar relacionadas ao escurecimento global.
         Os gases vulcânicos são constituídos por elementos químicos, em sua maioria de hidrogênio, carbono, oxigênio, enxofre, nitrogênio, cloro, flúor e bromo.
         Durante grandes erupções os gases podem ascender dezenas de quilômetros na atmosfera. Os ventos, então deslocam as cinzas por centenas ou até milhares de quilômetros de distância do vulcão.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYfOh_lypTbyz20esr5xE5KSGBtYjibVgOzWGMPZcV3L2EWA8nnbhSmtslE1oQX6vmJwy4MKcBCSjRIv8HH8gqn7pQzeEij0U1JsfnKKO5fSO1w69uufZoF8vz2O3OdPxmd3pBp5P0O2qm/s1600/B.jpg

      Essas cinzas podem bloquear a luz do Sol. O enxofre contido nas cinzas combinado com o vapor d'água formam nuvens densas contendo minúsculas gotas de ácido sulfúrico, que levam alguns anos para precipitarem e podem de diminuir a temperatura na troposfera devido a sua a sua absorção da radiação
solar.

       http://2.bp.blogspot.com/_TFaflqw9q-0/S9ZUscpYoFI/AAAAAAAAQMM/LD120PKXXdw/s1600/santa+helena+1980.jpg
      
      Em 1980 o vulcão Santa Helena nos Estados Unidos diminuiu a temperatura média global em 0,1°. Em 1982 o vulcão mexicano El Chichon emitiu volume de gases 40 vezes mais ricos em enxofre e diminuiu a temperatura global de três a cinco vezes esse valor. Portanto a quantidade enxofre as cinzas é o melhor critério para medir os efeitos destas na atmosfera. 

Referências:

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5422395-EI8139,00-Cinzas+de+vulcao+chileno+cobrem+carros+e+cancelam+voos+em+SC.html
http://oglobo.globo.com/blogs/lafora/posts/2011/11/12/o-drama-das-cinzas-416168.asp
http://vulcanoticias.com.br/portal/vulcanologia/gases-vulcanicos

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Pense globalmente... mas aja localmente

   Passamos esperando dias melhores, mas dias melhores poderam não vir; agimos como se o mundo fosse substituível, mas é apenas um.
Nosso consumismo e ambição estam nos levando a assustadoras mudanças climáticas, enquanto ficamos de braços cruzados esperando pelo pior. Os sintomas estão ai, mas por comodismo preferimos pensar a longo prazo.
     E se nada fazemos, ou fizermos, vamos acabar tendo que compreender explicitamente o sentido dessas palavras, talvez da forma mais negativa e radical. O que fazer??? O eco dessa pergunta vem ressoando cada vez mais alto. Ainda assim, somando tantos e todos os esforços, nossa participação continua pequena. Não há nada de desanimador nisso. É apenas um aviso de que devemos continuar evoluindo, olhando pra frente e caminhando na direção de um desenvolvimento mais coerente com a realidade em que estamos inseridos. Vivemos agora na prática o dilema de aprender a lidar conscientemente com os recursos que temos. Não podemos mais deixar para amanhã...

sábado, 15 de outubro de 2011

Dia dos Professores


      Esta é nossa singela homenagem a todos os nossos professores do curso de Meteorologia. 
      O nosso muito obrigado aos professores: Daniel, Eliane, Jeferson, Marcão, Michel, Rubinei e Uda. Parabéns pelo seu dia!
      E gostaríamos de aproveitar a data para fazer também um agradecimento especial aos professores Michel, pela sua paciência e disposição em nos ajudar com nossa pesquisa; e Daniel, o melhor orientador que poderíamos ter, obrigado por estar sempre pronto para nos ouvir e tirar nossas dúvidas!
      Obrigado pela colaboração de todos, e mais uma vez,
               Feliz dia dos Professores!!!!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Dia do Meteorologista


"...O Brasil que sempre foi citado como o país do futuro, parece que finalmente desponta como uma das grande potências mundiais do século XXI.  Mas a Meteorologia também floresceu. As mudanças climáticas e seus efeitos são pautas de importantes fóruns de debates internacionais, e o Brasil e suas florestas são peças-chaves deste quebra cabeça mundial. Nosso grande desafio é aproveitar o crescimento econômico do país e a importância da questão ambiental para valorizar ainda mais este profissional..."
Nelson Ferreira
Presidente da Sociedade Brasileira de Meteorologia

Parabéns a todos os Meteorologistas!!!!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Uma ameaça escura


Escurecimento Global...
A mídia nunca deu muita importância, especialistas climáticos falam pouco ou não prestam a devida atenção e os relatórios do IPCC nem ao menos o citam.
O escurecimento global é a diminuição da quantidade de radiação que chega à superfície terrestre que, paradoxalmente, pode significar que o aquecimento global é muito mais ameaçador do que se pensava.
Muitas pesquisas foram publicadas nos anos 90 sobre o assunto e reportavam que os raios solares decaiam na Irlanda, que tanto a Antártida quanto o Ártico estavam ficando mais escuros e que a luz no Japão, a suposta terra do sol nascente, estava na verdade diminuindo.
Dados revelam que nos últimos 50 anos a quantidade média de radiação solar que atingiu o solo caiu em 3% a cada década. Apesar de parecer pequeno, implica em conseqüências para as mudanças climáticas, energia solar e fotossíntese das plantas.
Outros estudos mostraram ainda que a radiação solar havia caído 10% nos EUA, cerca de 30% em partes da antiga União Soviética e 16% em partes das ilhas britânicas.
Apesar das últimas pesquisas sobre o assunto terem sido publicadas em revistas científicas há dois anos, o fenômeno continua nos céus esperando para que alguém o acompanhe atentamente.

Quem e como descobriu?
Em 1985, o pesquisador geográfico Atsumu Ohmura, do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, descobriu que os níveis de radiação solar haviam caído mais de 10% em três décadas. “Eu estava chocado. A diferença era tão grande que eu não conseguia acreditar”, disse.
Ohmura foi o primeiro cientista a publicar um estudo sobre o “escurecimento global”, em 1989. Claro, foi totalmente ignorado pela comunidade cientifica que andava se preocupando com o inverso – o aquecimento global.
Em 2001, o inglês Gerry Stanhill, em conjunto com Shabtai Cohen, publicou uma pesquisa que comparava os registros de raios solares em Israel nos anos 50 com os atuais. O pesquisador observou uma impressionante queda de 22% dos raios solares, que o deixou surpreso. Intrigado, ele foi em busca de dados similares de outros pontos do mundo, e encontrou a mesma história em todo local que procurava.
Eles coletaram todas as evidências disponíveis e provaram que, em média, os registros mostravam que a quantidade de radiação solar que alcançava a superfície da Terra tinha diminuído entre 0,23 e 0,32% em cada ano, entre os anos de 1958 e 1992.
Stanhill batizou o fenômeno de “escurecimento global” e, a sua pesquisa também foi recebida com ceticismo pela comunidade científica.
Porém naquele mesmo ano, o cientista climático Graham Farquhar, da Universidade Nacional da Austrália e seu colega Michael Roderick publicaram um estudo que cruzava dados sobre o escurecimento global com taxas de evaporação das chuvas na revista mais bem conceituada americana - a Science. Depois de mais de 20 anos da primeira observação, o escurecimento global finalmente ganhava destaque.
Farquhar utilizou um método completamente diferente para confirmar as conclusões de Stanhill. Estudos e mais estudos usando uma panela de metal cheia de água mostraram que as taxas de evaporação têm caído nos últimos anos. Este era um dos maiores mistérios da ciência climática, uma vez que, já constatado o aquecimento da Terra, esperava-se um aumento na taxa de evaporação.


Quando Farquhar comparou estes dados com os do escurecimento global, eles bateram perfeitamente. A redução na evaporação era causada pela menor quantidade de água que brilhava na superfície aquática. Foi então que os cientistas climáticos acordaram para o problema e começaram a tomar nota, apesar de alguns ainda se recusarem a aceitar, acusando a falta de precisão do equipamento de registro dos dados.
“É uma coisa extraordinárias que, por alguma razão, isto não penetrou nem mesmo nos pensamentos das pessoas que olham para as mudanças climáticas globais”, disse o Farquhar para o jornal britânico The Guardian, em uma reportagem de 2003.
O cientista atmosférico do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, Martin Wild, liderou um estudo publicado na Science em 2005 que mostra que houve um significativo escurecimento sobre a Terra até cerca de 1990, quando os dados sugerem que iniciou um processo gradual de “luminosidade”. Wild atribui o brilho atual ao bem sucedido esforço no controle da poluição.
“De 1960 a 1980, o escurecimento foi grande o suficiente para contrabalancear o aumento induzido dos gases do efeito estufa e diminuir as grandes ondas de radiação”, disse.
Um time liderado por Bruce A. Wielick, do Centro de Pesquisas Langley da Nasa, na Virgìnia, produziu relatos das medidas do satellite da agência Aqua que mostraram uma pequena queda na quantidade de luz refletida para fora da Terra desde 2000. Os resultados da Nasa conflitam nas medidas, sugerindo que a Terra teria recomeçado o processo em 2001.
Em um artigo publicado na Revista Science, James E. Hansen, do Instituto Goddard para estudos espaciais, de Nova York, e seus colegas dizem que muito do excesso de calor gerado pelo aquecimento global tem estado armazenado nos oceanos. Mesmo se mais nenhum gás do efeito estufa for liberado para a atmosfera, eles afirmam, a Terra ficará mais quente nas próximas décadas, uma vez que o calor dos oceanos será liberado.
Pesquisadores do Laboratório Nacional do Noroeste do Pacífico em Washington descobriram que a quantidade de luz que chegava na China caiu em 3,7 watts por jarda quadrada nos últimos 50 anos. As pesquisas foram publicadas no Geophysical Research Letters em 2006.

Como é medida?
A radiação solar é medida vendo quanto o lado de um prato preto aquece quando exposto ao sol, comparado com o outro lado, que está na sombra. É um equipamento relativamente simples e não existem maneiras de provar qual exatas são as medidas feitas 30 anos atrás. “Para detectar mudanças temporais você precisa de dados muito bons, senão estará apenas analisando a diferença entre dados de sistemas possivelmente recuperados (data retrieval systems)”, diz Ohmura.
No início de 2006, a Nasa abandonou um programa que poderia ter oferecido, de alguma maneira, evidências do fenômeno. O Deep Spack Climate Observatory foi criado para observar a luminosidade do sol sobre um lado da Terra durante longos períodos.
Segundo Robert Charlson, do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade de Washington, em Seattle, o satélite poderia oferecer dados sobre o escurecimento global, assim como sobre o aquecimento. O aparelho foi construído e preparado para ser lançado em 2001, porém com os ataques terroristas e a perda da nave Columbia em 2003, o lançamento foi adiado.
O resultado foi que os pesquisadores estão limitados a fotos de satélites e instrumentos de leitura no solo.

Causa
Os cientistas suspeitam que o fenômeno seja causado pela poluição. Queima de carvão, petróleo e madeira, carros e usinas energéticas não produzem apenas gases invisíveis como o dióxido de carbono, principal responsável pelo Efeito Estufa, mas também minúsculas partículas de poeira, soot, componentes sulfúricos e outros poluentes.
Essa poluição atmosférica visível reflete a luz solar de volta ao espaço, não a deixando chegar ao solo. Além disso, ela muda as propriedades ópticas das nuvens. Nuvens poluídas contem um maior número de gotas do que as não poluídas

Pesquisas recentes mostram que isto as faz refletir mais do que o normal, o que mais uma vez provoca reflexos dos raios solares para o espaço.
A pesquisadora Rachel Pinker, da Universidade de Maryland, também nos Estados Unidos, tem feito estudos baseados em imagens de satélites e argumenta que os números sugerem que algo esteja acontecendo, só não existem dados suficientes para saber o que é. "Isto pode ser o nível dos poluentes, mas também pode ser a interação de nuvens de aerosol ou instrumentos diferentes que estão fazendo as leituras”, disse em reportagem para o ABC News em 2006.

Consequências
Há sugestões de que o escurecimento está por detrás das secas da África subsaariana, o que acabou com milhares de vidas nos anos 70 e 80. Hoje se suspeita que a mesma coisa esteja acontecendo na Ásia, casa para mais da metade da população mundial.
“Minha principal preocupação é que o escurecimento global está causando um impacto destrutivo às monções asiáticas e estamos falando de bilhões de pessoas”, diz o professor de ciências climáticas e atmosféricas da Universidade da Califórnia, San Diego, Veerhabhadran Ramanathan.
O mais alarmante é que os cientistas podem ter subestimado o verdadeiro poder do efeito estufa. Eles sabem quanta energia extra tem sido mantida na atmosfera terrestre em função do dióxido de carbono que emitimos. O os surpreendem é que esta energia extra até agora resultou em um aumento de apenas 0.6º C.
A conclusão para muitos era de que o clima atual é menos sensível ao efeito do dióxido de carbono (CO2) que era, digamos, na era do gelo, quando um aumento similar de CO2 levaria a um aumento de 6º C.
Mas agora parece que o aquecimento dos gases do efeito estufa foi neutralizado por um forte efeito de resfriamento causado pelo escurecimento – na verdade um ou dois poluentes teriam cancelado um ao outro. Isto significa que o clima na verdade é mais sensível ao efeito estufa que se pensava anteriormente.
Se for isso, então temos más notícias, de acordo com Peter Cox, um dos modelares climáticos líderes do mundo. Do jeito que as coisas andam, os níveis de CO2 são projetados para crescer fortemente nas próximas décadas, enquanto existem fortes sinais de que as partículas poluentes têm sido controladas.
Ohmura diz que as imagens de satélite das nuvens sugerem que o céu se tornou ligeiramente mais limpo desde o início da década de 90 e isto vem sendo acompanhado por uma abrupta subida de temperatura. Ambos os fatos podem indicar que o escurecimento global está diminuindo, e isto pode estar ligado à redução geral da poluição atmosférica, através do declínio da indústria pesada em partes do mundo nos anos recentes.
Também é possível que o escurecimento global não seja inteiramente causado pela poluição atmosférica. “Eu não acredito que os aerossóis sozinhos poderiam causar tanto escurecimento global”, diz Farquhar.
Até as mais pessimistas previsões de aquecimento global precisariam de uma revisão dramática, pois com um aumento de 10º C nas temperaturas em 2100 em jogo, daria ao Reino Unido um clima como o da África do Norte, e deixaria muitas partes do planeta desabitadas.
Por Paula Scheidt, CarbonoBrasil com informações da BBC Brasil, The Guardian, N.Y Times e ABC News

http://u1livro1.blogspot.com/2011/07/escurecimento-global-um-dos-temas-que.html   
acesso 11 de setembro de 2011

domingo, 18 de setembro de 2011

Entre sombras: O escurecimento Global

Entre sombras: El Oscurecimiento Global
Universia Peru (09/08/2007)



   Há alguns anos, a crescente preocupação com nosso meio ambiente e a proliferação de congressos sobre o assunto levaram aos primeiros termos, como o ‘aquecimento global’, ‘camada de ozônio’ ou ‘efeito estufa’. Lidando ainda com as preocupações que cada um deles representa, agora devemos considerar outro que é um perigo iminente: o escurecimento global.
 O escurecimento global nada mais é do que a redução gradativa da quantidade de luz solar que chega à superfície terrestre. Desde os anos 50 do século passado, está diminuindo a uma taxa de 4% em três décadas. Sua causa mais recorrente é a contaminação gerada pela espécie humana – uma crescente presença de aerossóis e partículas provenientes da combustão incompleta de combustíveis fósseis ou madeira.
Todos estes resíduos atuam como núcleos de condensação em torno dos quais se formam gotas microscópicas que vão se unindo. Isso faz com que haja mais nuvens notoriamente mais brancas que o necessário. Este tipo de nuvem é mais eficaz que qualquer outro em refletir a luz solar para o espaço. As partículas contaminantes que as atividades humanas liberam estão provocando um efeito de espelho na atmosfera, chegando a bloquear até 20% da radiação que deveria nos alcançar em condições normais.
E isso não é tudo. Segundo o professor Waldo Lavado do Laboratoire des Mécanismes et Transferts en Géologie, Toulouse, França, as nuvens não apenas bloqueiam o calor do Sol, mas também o que é irradiado pela Terra. Isso faz com que, durante o dia, se produza um efeito de esfriamento. E que, à noite, a reemissão do calor irradiado pela Terra retarda a perda de calor do planeta, retendo uma boa parte deste.
A Terra está em equilíbrio perfeito no sistema solar. Ou seja, Toda energia que o Sol projeta sobre ela, volta a sair com o tempo, refletida. Se algum fator alheio à ação da natureza é incluído, como o CO2 ou o metano, essa capa não natural na atmosfera impede que a radiação terrestre escape e faz estas emissões rebaterem de volta à Terra, na sua tentativa de sair desta. Assim o planeta vai se transformando em um forno de micro-ondas, que se aquece lentamente.

Um Panorama quente e sombrio

Como consequência evidente a temperatura da Terra esta aumentando num ritmo dramático. Calcula-se que, a este passo, o aquecimento será de 30° em 100 anos, sendo que com  um aumento de apenas 10° a Amazônia começaria a queimar. Porém ainda sem se dar conta deste desolador panorama, o escurecimento global já interferiu repetidas vezes no processo de fotossíntese, provocando secas em determinadas zonas.
 De acordo com o professor Lavado, até agora os cientistas elaboraram suas equações com um número muito limitado de variáveis. Em geral, os fenômenos naturais dependem de um grande número destas, muitas das quais nem ao menos suspeitamos. Trata-se de equações lineares, onde uma pequena alteração em seu valor ou a inclusão de uma nova variável desconcerta todo o modelo.
Atualmente, já se está buscando substitutos para os combustíveis de origem orgânica. O projeto ITER, no qual participam muitas das potências mundiais, por exemplo, foi criado para construir o primeiro reator de fusão que produza mais energia do que consume, quer dizer, que seja rentável ao menos do ponto de vista energético. Isso contribuiria enormemente para o desaparecimento das partículas residuais na atmosfera, evitando que o problema do escurecimento global se agrave.

Tradução: Carine S. Albano

Documentário exibido pela BBC sobre o Escurecimento

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Escurecimento global: um problema ecológico desconhecido até agora, mas que pode ser tão grave como o aquecimento global

Oscurecimiento Global: Un problema ecológico desconocido hasta ahora, pero que puede ser tan grave como el calentamiento global 
Piero Zanatta (Revista Verano, 2006)


É fato: a quantidade de radiação solar que chega à superfície terrestre reduziu gradual e globalmente, em até 10%, devido à contaminação atmosférica, com consequências imprevisíveis para a Terra. Este fenômeno foi denominado Escurecimento Global.
Esse é um fenômeno real que, apesar de ter sido claramente observado e estudado há duas décadas, é pouco conhecido pela população, pelos governos e inclusive pela própria comunidade científica.
A combustão de fontes de energia fósseis, como o carvão e o petróleo, não gera apenas resíduos de dióxido de carbono e outros gases responsáveis pelo efeito estufa. Libera também pequenas partículas de cinza, fuligem e compostos de enxofre que refletem a luz solar ao espaço, diminuindo-a em sua viagem em direção a superfície terrestre e provocando o que se conhece como “efeito espelho”, que causa um efeito de esfriamento.
Esta contaminação atmosférica reduziu em 10% a radiação solar incidente na Terra durante os últimos 50 anos, afetando diretamente a fotossíntese, o comportamento, formação e composição das nuvens, implicitamente potencializando as secas, e o mais grave de tudo: seu efeito de esfriamento neutralizou o aquecimento global, o encobrindo, o que nos levou a subestimar o impacto do efeito estufa e os verdadeiros alcances do aquecimento global.
Os diversos relatos que se descrevem na continuação, mostram como as conclusões de diferentes cientistas em diversas partes do mundo, com métodos de medição completamente diferentes e sem se conhecerem, chegaram à mesma conclusão.
O climatólogo japonês Atsumu Ohmura foi o primeiro a intuir o escurecimento global em 1989, baseando-se na radiação solar e no balanço energético da Terra. Formou um grupo de investigadores do clima, e os resultados foram em parte a base de um informe que revelou no final dos anos 80, a existência de uma diminuição considerável da luz solar que chega a superfície do planeta com respeito ao nível de 1960, e coube a outros cientistas a tarefa de encontrar as possíveis causas.
As observações de Gerry Stanhill, especialista em irrigação em Israel, em 1992, foram contundentes: observou o fenômeno partindo de uma redução significativa da taxa de evaporação em tanque*, ou seja, a quantidade de água que evapora de um tanque exposto ao sol diminuiu progressivamente. A evaporação da água não depende da temperatura elevada no planeta nem da umidade, contrariamente ao que se poderia esperar devido ao aquecimento global. Depende sim da radiação solar direta recebida, porque são os fótons da luz que, ao impactar sobre a superfície da água, cedem energia suficiente para que estas moléculas que se encontram enlaçados por pontes de hidrogênio se desprendam do resto. Por isso, a única explicação possível a essas medições, e que recebemos cada vez menos radiação solar.
A mesma tendência foi observada e confirmada por agricultores meteorologistas de todo o mundo, mesmo com variações para cada região, a redução da evaporação era clara e progressiva.
Outros estudos reforçariam ainda mais tais conclusões, por meios completamente diferentes. Experimentos realizados no arquipélago das Maldivas, comparando a atmosfera das ilhas situadas ao norte com as do sul, mostraram que os efeitos contaminantes da atmosfera daqueles dias, provenientes do norte desde a Índia, produziam uma redução aproximadamente 10% da luz solar que alcançava a superfície na zona abaixo da nuvem contaminada. Isso que sugere uma redução bem maior do que a esperada somente pela presença de partículas contaminantes. Antes de fazer tais investigações, as previsões apontavam que os aerossóis antrópicos (partículas contaminantes suspensas) contribuíam para o efeito em apenas entre 0,5% a 1%. A enorme variação observada contra a previsão se explica porque na formação de nuvens contaminadas as partículas agem como núcleos de condensação de um número maior de gotas, ainda que de menor tamanho, criando novas nuvens, que são mais eficazes refletindo a luz de volta ao espaço.
Por outro lado, um grupo dirigido por Martin Wild no Instituto Federal de Tecnologia Suíço em Zurique, sede do arquivo da BSRN (Baseline Surface Radiation Network), começou uma investigação mediante um rastreamento de medidas e cálculos conduzidos pelo Programa de Medidas da Radiação Atmosférica. Essa pesquisa crucial, já que revela que a superfície do planeta aumentou a luminosidade em 4% durante a década passada. Esta tendência ascendente do brilho planetário está corroborada por diversos dados, inclusive várias analises por satélite. O que confirma que a contaminação das partículas suspensas nas nuvens faz que estas reflitam mais a luz solar que as nuvens limpas devolvendo ao espaço e aumentando o brilho planetário.
Anos depois, foram feitas outras investigações sobre um acontecimento muito esclarecedor, que viria a demonstrar o que se esperava:
Após os atentados às torres gêmeas de 11 de setembro, se fechou o espaço aéreo estadunidense, o que diminuiu consideravelmente as trilhas de fumaça altamente contaminante dos reatores que os aviões deixam, e que formam as nuvens refletoras (por se tratar de um resíduo da combustão de um hidrocarboneto, ou seja, um combustível fóssil). Nos 3 dias seguintes se incrementou a temperatura média em 1,2° centígrados em todo o país, o que não se observava há décadas.
Recentemente no congresso anual da União Geofísica Americana em Montreal, uma parte da comunidade científica expôs pela primeira vez a gravidade do assunto de maneira oficial e mundial, mostrando sua importante preocupação, pois apenas agora se está tomando consciência de que o escurecimento global é uma terrível realidade.
Mais que provavelmente, o escurecimento global pode ter causado mudança em grande escala nos padrões climáticos, já que seu impacto é diverso.
Ao haver menos radiação solar, há menos evaporação da água e menos formação de nuvens, e por consequência menos precipitações, agravando mais as zonas áridas já afetadas pelo aquecimento global; e para que estas produzam as colheitas desejadas requerem mais energia, que contamina ainda mais, e esta energia é menos disponível pela baixada de represas, fechando o ciclo vicioso.
O escurecimento global está afetando o ciclo da água e o comportamento das nuvens em geral. Os modelos climáticos interferiram na falta de monções na África subsaariana durante os anos 1970 e 80 que provocaram as graves crises e fome. Por um momento se culpou o desmatamento e a má gestão de terras, hoje se sabe e considera-se uma pequena mostra do pode ser o escurecimento global.
A composição da atmosfera e das nuvens está mudando, transformando-se em um espelho refletor que reduz a passagem da luz solar, afetando também a fotossíntese de toda a vegetação planetária já que o fenômeno é global.
Pusemos em xeque o ecossistema do nosso planeta; enquanto o aquecimento global provoca mais chuvas nas zonas úmidas e mais secas nas zonas áridas, o escurecimento diminui as precipitações, reforçando ainda mais as secas, o que é muito grave para as zonas áridas. E, por outro lado, esfria o planeta, o que por hora tem nos ajudado ao que o aquecimento global tem mostrado apenas uma máscara amável. Porem se deixarmos de emitir a contaminação que tira a transparência da atmosfera, liberamos a cara feroz e real do aquecimento global.
As medidas impostas nos últimos anos na União Européia ajudaram a diminuir as emissões de partículas em indústrias e automóveis melhoraram a qualidade do ar. Mas infelizmente, o aquecimento global deixou os verões calorosos, principalmente o de 2003 com número recorde de mortalidade na França, incêndios por toda a Península Ibérica, especialmente em Portugal de norte a sul, graves secas na Espanha e inundações em vários países na União.
Podemos estar politicamente divididos, mas ecologicamente estamos entrelaçados. A natureza entende de divisões e se comporta como um todo; O que uma parte contamina afeta a outra; a irresponsabilidade de um indivíduo, um grupo, ou um país afeta a todos nós.
O objetivo deste artigo não é preocupar, e sim mostrar o que acontece para poder prevenir, tomando medidas e decisões responsáveis, se é que ainda temos tempo.
Devemos ir à origem do fenômeno para poder solucionar o problema definitivamente: Não podemos continuar queimando combustíveis fósseis de maneira completamente irresponsável, como até agora, para satisfazer nossas necessidades energéticas. Temos que produzir apenas resíduos biodegradáveis para a natureza sem alterar seu equilíbrio natural e, ainda, conseguir que isso seja economicamente viável. Porém, mesmo que conseguíssemos, talvez já seja muito tarde, pois os combustíveis fósseis estão dando mostras claras de esgotamento; está chegando ao fim por não ser renovável e seu preço não deixará de subir.
Evidentemente para satisfazer a demanda energética temos que optar por fontes limpas, perpetuamente disponíveis e viáveis, como a solas, eólica, biomassa, maremotriz, geotérmica, micro hidráulica, etc.
Já no caso do transporte é preciso fazer plano de mudança urgente para deixar de fabricar novos carros e aviões que se abasteçam com hidrocarbonetos substituindo por bicombustíveis (que já existem). E para os carros velhos, obrigar o uso de catalisador que poupe combustível, aumente a potência e reduza os gases.
Em vez de investir quantidades astronômicas em centrais nucleares - apenas pelo desejo de poder dos monopólios que continuemos a pagar um valo mensal, sem nenhum escrúpulo - que nos tirariam do problema do petróleo e demais fontes fósseis, para nos meter em outros problemas muito piores, deveriam investir em desenvolver a fonte de energia mais promissora, abundante e limpa conhecida até agora: o hidrogênio, com capacidade de abastecer todo o consumo necessário do planeta.
Deste jeito solucionaríamos o escurecimento global e mais: contribuiria em grande parte a solucionar o aquecimento global e se melhoraria a saúde e o equilíbrio geral da Terra.
A solução já está em nossas mãos, as fontes de energia limpas e inesgotáveis são realidade e estão ao nosso alcance, exijamo-las!

Tradução: Carine S. Albano      


* Gerry Stanhill, na verdade, observou o escurecimento através de medições da quantidade de radiação solar incidente em Israel, num intervalo de 20 anos. Os responsáveis por medir a taxa de evaporação em tanque, e que detectaram a redução desta, foram Graham Farquhar e Michael Roderick.